Sombra sobre a Assembleia: Denúncias de Garotinho ligam Marcelo Santos a suposto esquema de Thiago Rangel
As redes sociais e os bastidores políticos do Espírito Santo foram sacudidos nesta semana por revelações contundentes publicadas pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho. Em sua página oficial, o político fluminense detalhou um suposto "esquema milionário" operado pelo deputado estadual Thiago Rangel (RJ), que teria ramificações diretas na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (ALES) através de seu presidente, o deputado Marcelo Santos.
De acordo com as informações divulgadas, que estariam sob a mira de investigadores policiais, Marcelo Santos teria estabelecido uma sociedade com Rangel no setor de construção civil. O relato aponta que os encontros entre os parlamentares ocorreriam de forma frequente em Presidente Kennedy, no sul capixaba, local onde a investigação suspeita haver a movimentação de vultosas quantias em espécie.
Um Patrimônio sob Suspeita
A publicação de Garotinho traça um perfil ostentoso do patrimônio que Thiago Rangel teria acumulado, supostamente utilizando-se de "laranjas" e operadores, incluindo um indivíduo identificado como Fernando, que se apresentaria como pastor em Campos dos Goytacazes. Entre os bens listados na denúncia estão:
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Aeronaves: Dois helicópteros, sendo um em sociedade com Marcelo Santos.
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Imóveis de Luxo: Um apartamento de R$ 12 milhões em Copacabana, além de casas em Búzios e Cabo Frio.
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Frota: 17 veículos, incluindo dois Porsches e 15 caminhonetes Hilux Diamond.
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Empresas: Uma usina, uma lancha e uma transportadora registrada em nome de familiares.
O texto jornalístico de Garotinho afirma que uma holding estaria sendo utilizada para ocultar a origem e a propriedade real desse patrimônio, enquanto esquemas em prefeituras, como a de São Francisco do Itabapoana, estariam no centro do financiamento dessas aquisições.
O Enigmático Silêncio de Colatina
A gravidade das menções ao presidente da ALES, Marcelo Santos, contrasta drasticamente com a postura de outros parlamentares influentes da região noroeste do estado. O silêncio é a tônica entre os deputados estaduais colatinenses Sérgio Meneguelli e Lucas Polese.
Conhecidos por suas posturas combativas e pelo uso ativo das redes sociais para fiscalização e crítica política, ambos, até o momento, não emitiram notas oficiais ou comentários sobre o suposto envolvimento do colega de parlamento em negócios com o investigado Thiago Rangel.
Este mutismo levanta questionamentos nos corredores da Assembleia: estaria o corporativismo parlamentar prevalecendo sobre o dever de transparência? Em um cenário onde a ética pública é colocada à prova por denúncias de tamanha magnitude, a ausência de posicionamento de figuras como Meneguelli e Polese ecoa tão forte quanto as próprias acusações de Garotinho.
O Peso das Instituições
Embora as denúncias de Garotinho ainda careçam do desfecho das investigações oficiais e do devido processo legal, a vinculação do nome do presidente do Poder Legislativo capixaba a um esquema de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens é, no mínimo, alarmante para a saúde democrática do Espírito Santo.
A sociedade capixaba, e especialmente os eleitores de Colatina que acompanham seus representantes, aguarda não apenas explicações de Marcelo Santos, mas uma postura vigilante daquela que deveria ser a "Casa do Povo". A omissão, nestes casos, costuma ser o terreno onde a impunidade cria raízes.
Nota à imprensa
O presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) e do Colegiado de Presidentes das Assembleias Legislativas do Brasil, deputado Marcelo Santos (União), repudia as publicações realizadas por Anthony Garotinho que, em fase decadente e sem credibilidade, tenta vincular seu nome a supostos esquemas ilícitos com alegações falsas e delirantes.
Marcelo Santos não possui sociedade, vínculo comercial, participação administrativa ou qualquer relação com os fatos citados. O presidente já adotou as providências cabíveis, incluindo a notificação dos responsáveis, pedido de direito de resposta e ações por calúnia, difamação e danos morais.
Marcelo Santos reafirma sua trajetória pública pautada pela legalidade, transparência e respeito à administração pública, princípios reconhecidos nacionalmente pelo Selo Diamante de Transparência, concedido pela Atricon, que atesta a conformidade e a gestão da Assembleia Legislativa do Espírito Santo.
Fico à disposição para qualquer dúvida ou complemento.
Agradeço antecipadamente pela atenção e compreensão.
