Offline

Omissão no ES? Quatro Deputados Capixabas ainda não Assinaram CPMI que Investiga "Esquema Master".

Omissão no ES? Quatro Deputados Capixabas ainda não Assinaram CPMI que Investiga "Esquema Master".

CPMI do Banco Master: Articulação de Carlos Jordy Avança e Pressiona Bancada Capixaba

Por Kennedy Guidoni | 30 de Dezembro de 2025

O cenário político em Brasília entra na última semana do ano sob forte tensão. O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) anunciou que já contabiliza 150 assinaturas para a abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master. A iniciativa visa investigar uma fraude bilionária na tentativa de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB), além de um processo de liquidação que levanta suspeitas sobre a participação direta de figuras do Judiciário em negociações obscuras.

Para que a CPMI seja instalada, são necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores. Atualmente, o requerimento de Jordy precisa de apenas mais 48 nomes (38 deputados e 10 senadores).

O Elo com o STF e o Impeachment de Moraes

O foco da investigação não se limita ao setor bancário. O movimento de oposição ganhou corpo após revelações sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Jordy afirma que cerca de 50 parlamentares interromperam o recesso para protocolar um novo pedido de impeachment contra o magistrado.

A acusação é grave: Moraes teria intercedido junto ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em favor de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para impedir uma liquidação. O fato ganha contornos ainda mais polêmicos pelo envolvimento da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, que teria assinado um contrato de prestação de serviços com o Master no valor astronômico de R$ 129 milhões — cifra considerada fora dos padrões da advocacia brasileira.

"É necessário colocar para sentar lá, inclusive a mulher de Alexandre de Moraes, para entender toda essa sacanagem que eles fizeram", disparou Jordy, classificando a CPMI como essencial para impedir que a liquidação seja revertida por intimidação técnica.

Bancada Capixaba: Quem Assinou e Quem Silenciou?

No Espírito Santo, a adesão ao pedido de investigação divide os representantes do estado e revela o posicionamento político de cada parlamentar diante de um tema que envolve o combate ao sistema e ao Judiciário.

  • Apoio à CPMI: Os deputados Evair de Melo (PP) e Gilvan da Federal (PL) já carimbaram seus nomes no requerimento, alinhando-se à ala que exige transparência total sobre o "caso Master".

  • Ausência de Assinatura: Até o momento, quatro deputados capixabas ainda não assinaram o pedido de abertura da comissão: Da Vitória (PP), Paulo Foletto (PSB), Jackeline Rocha (PT) e Victor Linhalis (Podemos).

A falta de assinatura destes parlamentares já começa a repercutir nas bases eleitorais, especialmente em um momento onde a população cobra respostas sobre supostas fraudes bilionárias e interferências indevidas entre poderes.

O que está em jogo?

Para Jordy, a CPMI do Master pode ter o mesmo efeito da CPI do INSS no passado: "Sem investigação parlamentar, as fraudes não avançam". O objetivo da oposição é barrar a tentativa de reversão da liquidação do banco, que estaria sendo articulada sob a relatoria do ministro Dias Toffoli no STF.

Com o retorno dos trabalhos legislativos em breve, a pressão sobre os 48 nomes restantes — incluindo os capixabas que ainda não se posicionaram — promete ser o primeiro grande embate político de 2026.

Comentários

Comentário enviado com sucesso!
Carregando comentários...